Arqueologia da Floresta

“Amazônia, Arqueologia da Floresta” estreia no SescTV dia 30/04

Estreia da série “Amazônia, Arqueologia da Floresta” no dia 30/4 é destaque da programação do Abril Indígena no SescTV

No dia 30 de abril, às 20h, estreia na programação do SescTV a série Amazônia, Arqueologia da Floresta, com direção e montagem de Tatiana Toffoli, produção da Elástica Filmes e realização do SescTV.

Sesc Ideias é uma iniciativa do Sesc São Paulo que promove encontros online voltados ao debate e à reflexão. No canal do Sesc no YouTube, sempre às 16h, o Ideias é um espaço para trocas nos mais variados campos de atenção do contemporâneo, refletindo sobre o que nos sustenta enquanto sociedade e enquanto cidadãos.

A série Amazônia faz parte da programação do Abril indígena e é dividida em 4 episódios que retratam como a Amazônia foi transformada pelos povos indígenas ao longo de 6 mil anos, a partir de pesquisas realizadas nas escavações no sítio arqueológico Monte Castelo, localizado no estado de Rondônia.

Os episódios são conduzidos pelo arqueólogo Eduardo Góes Neves e refletem sobre como a presença humana ajudou a moldar a floresta Amazônica, ocupada e transformada pelos povos que a habitam há milhares de anos.

Para a diretora da série, Tatiana Toffoli, durante a gravação, foi possível observar os diversos pontos de contato entre o modo de vida atual dos Tupari e os vestígios encontrados pelos arqueólogos. “Fica evidente que os povos da Amazônia vivem em cooperação com a floresta. Eles guardam um saber ancestral em suas roças, na forma de pescar, na produção de bolsas, cestos, cumbucas, flechas e tantos outros materiais que usam no dia a dia e mantêm um modo de vida que não faz distinção entre cultura e natureza, porque de fato não existe cultura sem natureza”, destaca a diretora.

Nas escavações, feitas em parceria com os moradores da aldeia Palhal, da etnia Tupari, foram encontrados vestígios preservados entre camadas de conchas e terra como restos de fauna, sementes de plantas, cerâmicas e ossos humanos, indícios de como viviam os povos originários da região.

Com as pesquisas arqueológicas na Amazônia é possível dimensionar a relação milenar entre o ser humano e a floresta: “Por outro lado, a maneira como ocupamos a Amazônia está causando um desequilíbrio que está levando a floresta a perder o poder de regeneração e se transformar em uma savana. Se isso acontecer será uma catástrofe sem precedentes para o Brasil e para o mundo. Por mais que os cientistas estimem, não há como prever o risco que estamos correndo”, alerta a diretora.

“A série configura uma janela audiovisual para a difusão de conteúdo e reflexões acerca da complexidade amazônica, sobretudo em um mundo que debruça suas atenções internacionais na região, como forma de aprofundar a ação educativa para o presente e para as gerações vindouras.”, afirma Danilo Santos de Miranda, Diretor Regional do Sesc São Paulo.

Série Amazônia, Arqueologia da Floresta

Exibição no SescTV: 30/4, sábado, às 20h

Episódio 1 – A Terra dos Povos

Monte Castelo é um sambaqui fluvial, uma ilha artificial, que foi construído e ocupado há pelo menos 6 mil anos. Localizado na bacia do rio Guaporé, em Rondônia, esse sítio foi escavado pela primeira vez pelo arqueólogo Eurico Miller na década de 80. Trinta anos mais tarde, foi relocalizado por uma equipe de arqueólogos e as escavações foram retomadas, dando início a uma nova etapa de descobertas surpreendentes.

Episódio 2 – Conchas e Ossos.

Há 4 mil anos o clima da região mudou e novas camadas de conchas e terra foram adicionadas ao sítio. A equipe encontra muitos vestígios de um cemitério datado dessa época. Adornos e uma galhada de veado são encontrados junto aos ossos humanos. Os arqueólogos acompanharam os Tupari até a antiga aldeia do Laranjal, local em que viviam e do qual tiveram que sair por causa da criação da Reserva Biológica do Guaporé, em 1983.

Episódio 3 – O Tabaco e a Cerveja. 

O sudoeste da Amazônia é uma região de grande diversidade natural e talvez por essa razão foi também um importante centro de domesticação de plantas. Os vestígios desse processo de domesticação e cultivo de plantas são encontrados nos sítios arqueológicos da região. Quando os Tupari abriram a aldeia Palhau, que está localizada sobre um sítio arqueológico, a mandioca dos antigos, usada para fazer chicha, brotou no solo. Muitas espécies aparecem espontaneamente na roça. O milho, por exemplo, cultivado há 6 mil anos, até hoje é plantado pelos Tupari numa demonstração de que o passado e o presente estão profundamente conectados na região.

Episódio 4 – Cemitério Bacabal.

Neste episódio, novos sepultamentos são encontrados. A composição química das conchas que formam o sambaqui Monte Castelo ajudou a preservação de ossos e sementes. Através desses vestígios é possível saber o que os antigos comiam e bebiam. Os ossos e os dentes humanos, as amostras de solo, as cerâmicas e objetos de pedra nos ajudam a contar a história de ocupação dessa região.

Serviço:

SÉRIE – AMAZÔNIA, ARQUEOLOGIA DA FLORESTA

Sábados, 20h

Episódio 1 – A Terra dos Povos.

Episódio 2 – Conchas e Ossos.

Episódio 3 – O Tabaco e a Cerveja. 

Episódio 4 – Cemitério Bacabal.

Direção:Tatiana Toffoli

Produção: Elástica Filmes 

Realização: SescTV

Estreia no SescTV: 30/4, às 20h.

Classificação Indicativa: Livre.

Reapresentações: domingo, 1/5, 14h30; segunda, 2/5, 10h; terça, 3/5, 16h; quinta, 5/5, 14h30 e sexta, 6/5, 19h30. Disponível sob demanda no site a partir de 30/4.

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