Grávidas e a atenção redobrada à bula

Quem não ficou ou fica preocupada durante a gravidez em relação a quais medicamentos utilizar para não prejudicar o bebê?

Realmente as mulheres grávidas devem ter atenção redobrada na leitura da bula de qualquer medicamento, pois, mesmo aqueles que parecem inofensivos, podem apresentar efeitos colaterais graves e prejudicar a saúde do bebê. As consequências do uso destes produtos dependem de uma série de fatores, tais como dose, período de gestação, tempo de uso e interação com outras substâncias. Quando a paciente já faz um tratamento contínuo, com medicamentos controlados, a situação pede cuidados especiais.

Pacientes com asma, epilepsia, pressão arterial elevada ou depressão, por exemplo, podem não suspender a medicação durante a gravidez, para que a doença se mantenha controlada, mas tudo sempre com um aval médico. Outras vezes, o profissional pode optar por um medicamento diferente para controlar a doença durante a gravidez.

Suspender o uso de um medicamento pode ser mais arriscado do que continuar a usá-lo, mesmo com comprovados efeitos negativos à gravidez. Alguns casos pedem, até mesmo, a obrigatoriedade de métodos de precaução eficazes, além da assinatura de um termo especial. Em resumo, a gestante não deve interromper ou iniciar o uso de qualquer remédio sem ler a bula e sem falar primeiro com um profissional de saúde, que pode ajudar a garantir o que é seguro e o que é necessário.

No caso daqueles terminantemente proibidos, existem dois exemplos clássicos e bastante conhecidos. O primeiro é a talidomida, que tem ação antiinflamatória para tratamento de lúpus eritematoso sistêmico, HIV e hanseníase, e o segundo é a isotretinoína, que é utilizada para o tratamento de acne grave.

Dicas para evitar o uso de medicamentos nocivos na gravidez:

  • Informe seu médico sobre remédios e outras substâncias que estiver tomando ou pretenda tomar;
  • Não se automedique;
  • Caso tenha feito uso de medicamentos quando já estava grávida, mas ainda não sabia, alerte seu médico;
  • Veja se o medicamento tem um histórico comprovado de segurança na gravidez humana;
  • Leia a bula de todos os medicamentos, para verificar orientações sobre gestantes;
  • Evite iniciar terapia durante o primeiro trimestre;
  • Dê preferência ao uso de apenas um medicamento, para evitar associação de substâncias;
  • Use a menor dose que tenha eficácia;
  • Evite o uso de medicamentos de uso livre (sem prescrição), especialmente os que podem interagir com outros já em uso.
  • Uma solução pode ser a mudança do medicamento ou a aplicação de uma nova dosagem menor, menos arricada à gravidez.

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