Nova Iorque não Pára (Parte II) – Passando o dia no Central Park

Na semana passada escrevi por alto a respeito de alguns pontos turísticos que não podem deixar se serem visitados. Hoje, vou explicar mais detalhadamente a respeito do Central Park.

Localizado na esquina da 5 avenida com a rua 59, do outro lado da rua do Central Park, o Plaza Hotel ainda continua com seu charme e glamour. Inaugurado em 1907 , este hotel foi construído com toda pompa e gloria que lhe são peculiar, ainda mais estando situado ao lado do Central Parque, cuja área é maior que a do Principado de Mônaco.

Ocupando 163 alqueires de área verde, no coração de Manhattan, a diversão é certa, independentemente da época do ano, há lagos, quadras de esportes, teatros, espetáculos, passeios a cavalo, bicicletas, além de um zoológico. No parque, no verão, você encontra pessoas fazendo um cooper matinal ou patinando no gelo no inverno,

No zoológico do parque, você irá encontrar mais de 1400 animais de 130 espécies diferentes, desde pássaros tropicais, macacos raros, répteis e anfíbios fascinantes, pingüins, leão marinho, urso polar,… tudo isso além de apresentações no teatro Wildlife. Programação essa que é modificada e inovada a cada momento…

A oeste da entrada principal do Central Park (5thAve com 104th ST), podemos encontrar o Strawberry Fields, uma homenagem feita em 1981, pela cidade de Nova Iorque ao Beatle John Lennon, que foi assassinado do outro lado rua, em frente ao edifício Dakota onde morava.

John e Yoko já haviam adotado este lugar como sendo o lugar favorito do casal no Central Park. Yoko Ono, a viúva de Lennon, mais tarde doou um milhão de dólares para a conservação deste local.

Perto da entrada oeste ainda podemos var em Strawberry Field, um mosaico no chão, que é uma reprodução de um mosaico da Pompéia, que foi desenhado por um artesão italiano e doado pela cidade de Nápoles na Itália ao parque.

Continuando a caminhar, descendo, encontramos uma placa de bronze, onde há o nome de 121 países que confirmam que Strawberry Field é um local de paz. Após a morte de George Harrison, vários fans dos The Beatles e de George se reuniram em Strawberry Fields para celebrar a vida do grande músico e dividir a dor da perda.

O lago foi criado por Olmsted e Vaux, antes da sua criação aqui havia um pântano, e os dois tiveram a idéia de transformar o pântano em lago, pois assim no verão poderiam usar seus barcos e no inverno poderiam patinar no gelo. Em dezembro de 1858 o lago foi aberto para a patinação no gelo, embora o parque ainda estivesse em construção. Porém como ás vezes chegava-se a passar por dia 40.000 pessoas e as condições do lago não podiam mais satisfazer a demanda de pessoas querendo patinar em um gelo bom, em 1951 foi inaugurado o Wollman Rink.

O Delacorte Theater, originalmente foi construído com o intuito de ser uma estrutura temporária, porém até hoje o teatro continua funcionando. Não é um local fino, muito pelo contrário, mas no verão podemos assistir o festival Shakesperiano de Nova Iorque que começou em 1957.

O Shakespeare Garden fica localizado entre o teatro Delacorte, o Castelo Belvedere e a Swedish Cottage, ocupa apenas 4 acres do Central Park. O jardim foi dedicado a Shakespeare em 1916, nos 300 anos de sua morte. Segue uma tradição Vitoriana, somente flores mencionadas nas suas poesias foram plantadas no jardim.

Após vários anos sendo negligenciado em 1987 o jardim foi totalmente reconstruído. Somente as árvores e alguns arbustos permaneceram. Uma das árvores plantada é o túmulo de uma amoreira que havia sido plantada por Shakespeare em Stratford-on-Avon em 1602.

Localizado na parte mais alto do Central Park o Castelo Belvedere foi construído inicialmente com a intenção de fingir ser um castelo, tanto é que havia somente a estrutura e não havia janelas como hoje em dia. Do castelo podemos ver a esquerda o teatro Delacorte, frente os 55 acres renovados do Great Lawn, embaixo o Turtle Pond.

No Great Lawn, a você pode ter um jantar de gala em um carpete de grama verde e escutar a New York Philarmonic e a Metropolitan Opera que oferecem apresentações gratuitas. Nessas noites o carpete de grama fica cheio de toalhas de picknick cobertas pelo skyline de Manhattan. Durante o dia no verão podemos ver pessoas jogando softball, futebol, basquete, vôlei.

Na planta original do Central Park o Great Lawn não havia sido incluído, 155 anos após a construção do parque os 33 acres retangular do reservatório que continha 180 milhões de galões de água potável foi transformado em um lugar de lazer. Na década de 70 havia uma quantidade de lixo inacreditável, porém em 1996/98 após uma reforma total o Great Lawn conquistou de vez o coração dos Nova Yorquinos e de todos que por ali passam.

No Central Park podemos encontrar cerca de 30 pontes, bem graciosas, em forma de arco que ligam os 93 km de trilhas e alamedas, é o local onde se concentra grande parte do lazer gratuito não só dos Nova Yorquinos, mas de todos que amam a cidade e passam pelo local para visitá-la. Como você pode ver, encravado no coração de Manhattan, o Central Park é um lugar ideal para quem quer fazer os programas mais variados nas diferentes épocas do ano, pois como eu já disse: Nova Iorque não pára.

Aos 30&Alguns, pergunto quais são as suas dicas e aproveito para informar que esse post foi publicado originalmente no blog Nossa Via.

* crédito da foto: Vander Leal

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8 thoughts on “Nova Iorque não Pára (Parte II) – Passando o dia no Central Park

  1. Realmente, Nova Iorque não pára e quem a visita não pode deixar de conhecer o Central Park.

    Lembro que íamos lá só para deitar na grama e jogar conversa fora. É um verdadeiro refúgio aquilo ali.

    Agora deu saudade…

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