Sala de aula invertida

Se há alguns anos precisávamos sair para fazer compras, hoje basta um clique para você ter qualquer coisa na porta da sua casa. De uma simples pizza, até eletrodomésticos, a conveniência das compras online nos permite adquirir (quase) tudo.

A educação é o setor que tende a sofrer as maiores mudanças nos próximos anos, em menos de cinco anos, o setor de educação ficará ainda mais dinâmico em decorrência da evolução tecnológica, a sala de aula vai ter que se adaptar, o uso da lousa e do caderno, a interação on-line, material didático, fontes e pontos de vista que se contrapõem ao que é ensinado em sala de aula na internet. O conteúdo on-line é tão amplo, que possibilita ao aluno aprender por conta própria, pesquisando, lendo tutoriais, vídeos e apostilas.

Segundo Lucas Longo, CEO e fundador do iai? (Instituto de Artes Interativas), a “sala de aula invertida” se popularizará nos próximos anos, o ensino à distância aliado a um contato mais próximo com o professor para sanar dúvidas e ir às aulas uma vez por semana, por exemplo. A “sala de aula invertida” oferece um estudo mais consciente, onde o aluno tem mais contato com os professores e realiza trabalhos mais periódicos de avaliação, a maioria deles, inclusive, presenciais.

Durante o decorrer das aulas, os alunos precisam desenvolver projetos práticos, para mostrar que realmente estão absorvendo o conteúdo didático enviado, o contato com outros alunos, abre espaço para fazer network e se inspirar a partir dos outros projetos elaborados.

As escolas devem se adaptar e desenvolver materiais mais completos e instrutivos, conteúdo que seja desenvolvido pensando no novo perfil de estudante, que é mais dinâmico, objetivo e questionador, materiais que facilitem os estudos assim como os tutoriais encontrados na internet.

As aulas presenciais, principalmente nos primeiros estágios da vida do estudante, não devem cessar, são fundamentais por uma série de motivos, mas as escolas têm que aceitar que as mudanças estão acontecendo e começarem se ajustarem a elas.

Mobilidade, educação sem fronteiras, modelos alternativos de ensino e big data, exigem adaptações e criatividade das instituições de ensino superior tradicionais, que terão que criar estratégias para atender, o novo perfil de aluno não tradicional.

De acordo com um estudo do National Center for Education Statistics, órgão norte-americano de educação, até 2020, 85% dos estudantes arcarão com as próprias despesas acadêmicas; ingressarão tarde na universidade; ou não terão tanto tempo para os estudos, pois conciliaram com outras responsabilidades. As universidades terão que atender as exigências dos estudantes que dispõem de pouco tempo e querem se dedicar à universidade usando tecnologias e modelos alternativos de ensino e aprendizagem como ferramentas para atrair e reter esse aluno.

Segundo Pavlos Dias, gerente nacional de operações da Blackboard Brasil, as instituições definitivamente terão que rever o modelo tradicional de ensino criado para ser replicado em massa e está defasado. Será necessário dar espaço às novas técnicas e tecnologias, atender o aluno de forma individual, identificar e trabalhar suas dificuldades de forma pontual, tornando-o protagonista na trajetória de aprendizagem.

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