Visões distorcidas

Apesar de ter trabalhado no final da década de 90 durante três anos em uma cia aérea no aeroporto do Galeão, eu havia ido a Ilha do Governador apenas uma vez, quando ainda estava na faculdade em uma festa na casa de uma amiga de um amigo, e outra vez no Porcão na festa de final de ano da empresa.

Na primeira vez não vi nada da Ilha, era de noite e na segunda vez também não vi, porque o Porcão é bem no início da estrada, antes de realmente entrar na Ilha.

Eis que minha amiga me convida para ir na festa de aniversário de sua filha na Ilha do Governador, convidou a mim e outros amigos, a princípio fiquei meio apreensiva, afinal subúrbio do Rio de Janeiro quem mora na zona sul tem a idéia de a qualquer momento vai levar bala perdida ou se entrar em uma rua errada cai dentro de um morro, o que por um lado não é totalmente errado, mas por outro devemos levar em consideração que na zona sul da cidade que um dia já foi maravilhosa isso também ocorre.

Os amigos não foram, mas o maridão e eu fomos e digo que fiquei impressionada com o bairro que fomos, a Ilha do Governador é um bairro com vários bairros, fomos no Jardim Guanabara, a parte onde teve a festa achei muito melhor que muitos lugares da zona sul, mudei minha visão da Ilha, o chato ainda é ter que passar pela linha “bala perdida” vermelha para chegar no bairro, fora isso, gostei.

No começo do ano, uma amiga que morou a vida inteira em Ipanema, casou e mudou-se para Tijuca, mesmo dilema na hora que pintou o convite para ir visitá-la, as outras amigas ficaram com medo de ir a noite para o outro lado do túnel, meu marido estava doente e eu não podia deixar de ir visitá-la, então mesmo com medo, e escutando do maridão que isso tudo é bobgagem, peguei o metrô e fui visitá-la, nada demais, agora vez ou outra vou a Tijuca, sem problemas.

Aos 30&Alguns vejo que deixamos de fazer coisas, de conhecer lugares, de visitar amigos, muitas vezes por medo do desconhecido que nos faz ter uma visão distorcida da realidade em que vivemos.

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3 thoughts on “Visões distorcidas

  1. Morei na Ilha muitos anos antes de me casar, pq meu pai amava esse bairro. Só havia uma entrada e uma saída, o que o tornava seguro, ele dizia. As favelas eram tranquilas…

    Casei, mudei-me pra Urca, pra São Paulo. Agora, oito aos depois, eis-me de volta… Olha, tenho uma relação tão de amor e ódio com essa Ilha… Tantas coisas boas e ruins… É uma cidade do interior. Mas cercada de favelas… O comércio é ruim… Mas o pior para mim é a insegurança para sair e entrar na Ilha de madrugada. É só linha Vermelha, não há outra opção…

  2. Olá minha amiga
    realmente isso é verdade muitas vezes deixamos de fazer algo por receio do que não conhecemos, mas tb precisamos nos prevenir um pouco né.
    tenha uma linda quarta
    beijos

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