CarnaViOla

CarnaViOla – primeira edição digital em 2021

Entre os dias 12 e 16 de fevereiro, sempre às 15h, o Museu realizará apresentações musicais capitaneadas pelo músico Chico Lobo – criador do projeto CarnaViOla junto ao produtor Tadeu Martins – que receberá outros artistas e violeiros para embalar o feriado com composições carnavalescas em viola

Em 2021 Belo Horizonte pode não ter os tradicionais cortejos e bloquinhos de carnaval ocupando as ruas da cidade, mas isso não é motivo para não aproveitar o feriado. Por isso, o MM Gerdau – Museu das Minas e do Metal preparou uma programação especial para Carnaval: entre os dias 12 e 16 de fevereiro, o Museu realizará – de forma inédita no formato digital – o CarnaVIOLa, projeto criado pelo músico Chico Lobo junto ao produtor Tadeu Martins em 2006 e abarcado por outros artistas violeiros.

Ao longo de quatro dias, sempre às 15 horas, no Canal do Youtube do MM Gerdau, Chico Lobo estará à frente de apresentações musicais com os violeiros convidados Wilson Dias, Bilora, Renato Caetano, Quincas da Viola, além da cantora Déa Trancoso e das apresentações do contador de causos e poeta Tadeu Martins. Durante a semana em que aconteceria a maior festa popular do país, o Carnaval vai ser virtual com um vídeo por dia do ritmo da viola embalando os foliões. Nessa edição on-line do CarnaViOla, Chico Lobo será acompanhado também por banda com Léo Pires (bateria) e Ricardo Gomes (baixo e vocal).

No repertório musical desfilam ritmos quentes do universo rico da viola caipira, como: calangos, lundus, folias, congados, maracatus, cirandas, batuques, catiras, modas, cocos, cateretês, arrasta-pés, bois, emboladas e muito mais!

“O CarnaViola é uma experiência fantástica. Trazer o lado festivo da viola caipira ao carnaval de BH é ressaltar nossas raízes mineiras. Poder ter essa reunião de amigos convidados é uma grande celebração. Quando eu e Tadeu Martins criamos o CarnaViOla, tinhamos a consciência e a certeza de que estava nascendo algo novo e inovador e que para o nosso carnaval!”, destaca Chico Lobo

::SOBRE OS MÚSICOS E VIOLEIROS DO CARNAVIOLA::

Chico Lobo é reconhecido como um dos mais ativos violeiros brasileiros. Há mais de 30 anos desempenha papel de “ponte” — entre o som do interior de MG; do Brasil e o som contemporâneo. Seu carisma o levou a inúmeros palcos nacionais e internacionais, como: Canadá, Itália, Portugal, Argentina, Bogotá, Chile e China. Fundou em sua cidade natal, São João Del Rei (MG), o Instituto Chico Lobo para atender escolas da zona rural com aulas de viola. E, desde 2018, o ICL também, está presente na cidade de Santa Cruz de Minas (MG). Idealizou (em 2003) e apresenta os Programas de TV Viola Brasil e o de Rádio O Canto da Viola cuja transmissão foi até o 2ºSemestre de 2019. Foi consagrado, três vezes consecutivas, pelo Prêmio Profissionais da Música como Melhor Artista Raiz Regional. Bem como, sua produtora, a Viola Brasil Produções foi agraciada como Produtora Executiva. Lançou mais de 25 CDs; 02 DVDs e 01 Livro. Maria Bethânia gravou a música Criação de Chico Lobo em seu DVD e CD de 50 anos: “Abraçar e Agradecer” e participa do seu elogiado CD “Viola de Mutirão – do Sertão Ao Mundo”, onde canta a música “Maria” composta em sua homenagem por Lobo. Percorrer o mapa mundi da carreira deste artista é conhecer o Brasil Profundo.

Wilson Dias é cantor, compositor e violeiro, mineiro de Olhos D’Água, do Vale do Jequitinhonha, lugar especial, porque é ponto de partida de uma trajetória de sucesso. Sensível e atento às coisas da terra e da vida, Wilson Dias canta com alegria e compromisso a terra, a arte e, a cultura e alma de sua gente. Seu canto é legítimo e forte porque tem suas raízes fincada no mesmo chão onde vive e canta o seu povo. Até o momento lançou 08 CDs, além de participar de coletivos como VivaViOla (duas edições) e Lume pré-selecionado ao Prêmio da Música. Foi premiado na categoria “Canção” entre as cinco modalidades que assinalaram a diversidade das expressões ligada à viola no Brasil. Também recebeu o Prêmio Rozini de Excelência da Viola. A música de Wilson Dias é prova que fazer música regional, não significa estar parado no tempo. Ele, por exemplo, se vale sim da tradição, mas suas composições têm frescor, tem uma roupagem contemporânea, é o Vale do Jequitinhonha de onde ele extrai sua poética, em plena sintonia com o século XXI.

Bilora nasceu na comunidade rural do Córrego do Norte, município de Santa Helena de Minas, Vale do Mucuri. Viveu na região em contato com a cultura popular: folias, batuques, cantigas de roda, contradanças, festas juninas, cordéis, etc. Atualmente reside em Contagem, MG. Formado em Letras, atuou por 10 anos como professor de Língua Portuguesa e Literatura Brasileira e por 3 anos como instrutor de Oficina de Música no interior de Minas. É um dos compositores mais premiados em festivais da canção pelo Brasil, em cidades de Minas Gerais, São Paulo, Paraná, Bahia, Goiás, Rio Grande do Sul, Rio de Janeiro e Goiás. Vencedor das duas edições do festival “Canto das Águas” de Três Marias, MG em 2008 e 2010. O prêmio mais notável foi o 3º lugar com a música “Tempo das Águas” no Festival da Música Brasileira de 2000, organizado pela Rede Globo. Em 2011 foi um dos selecionados no Projeto Música Minas Intercâmbio Internacional para show em Buenos Aires, Argentina. Gravou 4 CDs solos e tem músicas gravadas por variados músicos, grupos, corais e orquestras do país. Tem músicas incluídas em dezenas de CDs coletivos. Bilora é um compositor que preza pelo valor poético de suas letras juntando-as ao universo da cultura popular e da viola caipira.

Renato Caetano é violeiro, compositor, professor, mestre em música pela Escola de Música da UFMG (2013), pauta sua carreira na mistura entre a tradição violeira com influências do mundo contemporâneo. É, até então, o único violeiro a se apresentar no palco do The Cavern Club, em Liverpool, palco icônico onde os Beatles iniciaram sua trajetória. Foram 12 apresentações no International Beatle Week, em 2018. Na sua carreira já tocou com nomes importantes como Renato Teixeira, Sérgio Reis, Maurinho Nastácia dentre outros. Foi arranjador da Orquestra Mineira de Violas com a qual gravou um CD. Além deste, possui um CD de músicas autorais (Que Viola é Essa) e um DVD (Ensaios) onde reforça a miscigenação entre o caipira, o folk e o rock. Em 2009 realizou uma turnê por Portugal com boa aceitação de público. Em 2013, foi agraciado com o prêmio Revelação Solo no Prêmio Rozini de Excelência da Viola Caipira. Em 2016 lançou o CD As Dez Cordas de Liverpool, em homenagem aos Beatles, que circulou o país e fora dele. Em 2017 iniciou o novo projeto de folk rock autoral de nome viol-A-ção com um single lançado nas plataformas digitais. Em 2018 participou dos festivais Aldeia Rock Festival e Camping Rock.

Quincas da Viola é natural do Vale do Rio Doce, Quincas da Viola passou sua infância ouvindo o pai tocar sanfona em todas as manifestações culturais da região. Aos 11 anos, despertou interesse pela viola e não parou mais. Em 1985, fundou o Trio Trem de Minas e começou se apresentar em bares, festas, etc… Interpretando músicas de raiz e regionais, conquistando público de todas as idades em teatros, praças, parques, Causos e Violas das Gerais e Minas ao Luar (SESC), Expo Cachaça, Mercado Central e muitos outros eventos por MG e Brasil.

Déa Trancoso é cantora, compositora e pesquisadora que articula em seu trabalho ciência, arte e magia.

Tadeus Martins é escritor, produtor cultural e apresentador de eventos, nasceu em Itaobim, no Vale do Jequitinhonha. Criou muitos eventos importantes como FestiVale, O Melhor dos Festivais de Minas, Festa da Manga (Itaobim) e a Caminhada do Centenário, evento que reuniu mais de 300.000 pessoas nos 100 anos de Belo Horizonte. Tem 12 livros publicados, 84 folhetos de cordel e um CD de causos e cordéis. Dois dos seus livros foram lançados nos Estados Unidos. Compositor, tem parcerias com artistas como Luiz Caldas, Miltinho Edilberto, Chico Lobo, Rubinho do Vale, Pereira da Viola, Basti de Matos, Bilora, Manezinho do Forró, Renan do Acordeon e muitos outros. Tadeu Martins foi o idealizador do CarnaViola em parceria com o artista Chico Lobo.

:: SOBRE O MM GERDAU O MM Gerdau – Museu das Minas e do Metal ::

 |@mmgerdau |  

MM Gerdau – Museu das Minas e do Metal, integrante do Circuito Liberdade desde 2010, é um museu de ciência e tecnologia que apresenta de forma lúdica e interativa a história da mineração e da metalurgia. Em 20 áreas expositivas, estão 44 exposições que apresentam, por meio de personagens históricos e fictícios, os minérios, os minerais e a diversidade do universo da Geociências.

O Prédio Rosa da Praça da Liberdade, sede do Museu, foi inaugurado em 1897, juntamente com Belo Horizonte. Tombado pelo Instituto Estadual do Patrimônio Histórico e Artístico (IEPHA), o edifício passou por meticuloso trabalho de restauro, que constatou que a decoração interna seguiu o gosto afrancesado da época, com vocabulário neoclássico e art nouveau.  O projeto arquitetônico para a nova finalidade do Prédio Rosa, que já foi Secretaria do Interior e da Educação, foi feito por Paulo Mendes da Rocha e a expografia, que usa a tecnologia como aliada da memória e da experiência, é de Marcello Dantas.

O Museu funciona de terça a domingo, das 12 às 18h, e na quinta, das 12 às 22h, entrada franca. Para além da exposição permanente, o MM Gerdau oferece uma programação diversa e para todas as idades. Todas as atividades são gratuitas.

O MM Gerdau – Museu das Minas e do Metal é patrocinado pela Gerdau, via lei Federal de Incentivo à Cultura, com o apoio da Companhia Brasileira de Metalurgia e Mineração (CBMM).

PROGRAMAÇÃO e INFORMAÇÕES COMPLETAS: @mmgerdau

Serviço:

CarnaVIOLa no MM Gerdau – Museu das Minas e do Metal

Quando: Dias 12, 13, 14, 15 e 16 de fevereiro;

Horário: Sempre às 15h;

Pelo Youtube do MM Gerdau:

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