Doença Renal Crônica

Mais de 600 mil mulheres morrem por ano no mundo por complicações da Doença Renal Crônica (DRC)

Segundo dados da Organização World Kidney Day, a Doença Renal Crônica (DRC) atinge mais de 195 milhões de mulheres ao redor do mundo e é a oitava principal causa de morte, causando 600 mil por ano. 

Obesidade, pressão alta, Lúpus Eritematoso Sistêmico, doença inflamatória autoimune, Pielonefrite e infecção urinária estão entre as principais causas da DRC em mulheres. Complicações relacionadas à gravidez também aumentam o risco da doença e as principais causas de Lesão Renal Aguda (IRA) são pré-eclâmpsia, aborto e hemorragia pós-parto. Mulheres com DRC podem engravidar, porém é preciso acompanhar a gestação, uma vez que, aumenta a probabilidade de apresentar altas taxas de transtornos hipertensivos e ocasionar partos prematuros. 

“A Doença Renal é mais comum nas mulheres, mas a cronificação acontece mais em homens, que é a perda total da função renal. Elas também cuidam mais da saúde, vão mais ao médico e realizam, frequentemente, exames preventivos. Já a maioria dos homens só recorrem ao médico quando a doença já se instalou, que é quando aparecem os sintomas”, afirma Anelise Marcolin, diretora executiva da Fundação Pró-Renal. 

Na fila do transplante de rim, paciente da Pró-Renal revela superação e perda de cabelos

Na Pró-Renal, 45% dos pacientes são mulheres que estão em tratamento de diálise e na fila de espera do transplante aguardando um rim. Uma delas é a fisioterapeuta Michele Buffara, de 49 anos. Separada e com um filho de 25 anos, há mais de 10 anos ela descobriu que tem rins policísticos e convive com a doença. Em 2012, ela realizou um transplante de rim na cidade de Joinville (SC), porém sem sucesso. Durante sete meses, Michele lutou contra a rejeição do órgão, porém uma infecção fez com que ela tivesse que retornar a fila de espera do órgão. “Tentaram todos os tipos de remédios para segurar. Mas não deu. No fim, perdi também meu cabelo. No início mexeu um pouco comigo, mulher tem vaidade, mas dei graças a Deus que estava em casa e viva”, afirma.

Durante o período que ficou sem os cabelos, Michele conta que ajudou pessoas com câncer, oferecendo lenços para pessoas em tratamento. Ela também descreve que desde que descobriu a doença mudou a sua alimentação, diminuindo o sal e alguns alimentos com sódio alto. “Continuo fazendo academia, trabalhando, caminhando, saindo com amigos e faço as tarefas de casa. Se você está triste, coloque sua melhor roupa porque todo dia é especial. Viva o presente! E desfrute das coisas boas da vida. Abrace mais e viva com a alma”, afirma a paciente, que no momento está na fila de espera por transplante de rim e realiza hemodiálise três vezes por semana.

Campanha na Boca Maldita orienta sobre saúde renal

Na próxima quinta-feira, dia 12 de março, é celebrado o Dia Mundial do Rim. A Fundação Pró-Renal vai realizar uma campanha com exames preventivos gratuitos e orientações de saúde com nutricionistas, médicos, psicólogos, assistentes sociais e enfermeiros. A campanha, que conta com a parceria do SESC/PR, acontece na Boca Maldita, em Curitiba (PR), e o atendimento será das 10 horas às 16 horas. 

Idealizado pela Sociedade Internacional de Nefrologia (ISN) em conjunto com a Federação Internacional de Fundações do Rim (IFKF), este ano a campanha está focada na importância das intervenções preventivas para se evitar o início e a progressão da Doença Renal. O tema principal “Como está a sua creatinina?”  tem como objetivo de alertar a população sobre a importância de fazer exames preventivos para saber sobre a saúde renal.

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