Leitores eu vi: Nossa Senhora de Copacabana

Dentro do ônibus, indo do ponto A ao ponto B, como já relatei anteriormente, adoro sentar do lado da janela, assim vejo tudo e todos e tenho coisas para escrever aqui ( 🙂 ), por volta de 18h, vejo uma senhora com duas filhas adolescentes caminhando, quando de repente um menor, que parecia ter uns 15 anos, pulou no pescoço dela, arrancou o colar, pareceu que até mesmo a machucou e saiu correndo.

Nesse momento os passantes começaram a gritar enfurecidamente o famoso PEGA LADRÃO!!!, o menor saiu correndo entre os carros, no horário do rush, homens correndo atrás dele, pessoas gritando dos dois lados da rua, os ônibus parados na avenida sem conseguir andar, e eu assistindo tudo e pensando “realmente a população está farta disso tudo, todos reagindo”, fiquei de certa forma orgulhosa, pois já relatei aqui (E se fosse sua mãe) a indiferença das pessoas em relação a violência.

Devo admitir que o meu orgulho durou alguns segundo, pois logo vi 4 homens da guarda municipal correndo com o cacetete em punho, foi então que eu pensei : “e se aparecer um PM doido com a arma na mão?” …

Nessa hora rezei para o trânsito fluir, afinal aos 30&Alguns morando no Rio de Janeiro, sei muito bem o risco de em uma situação como essa, do nada uma bala se perder e te encontrar.

Balas perdidas atingem um em cada 33 000 cariocas, espalham-se pela cidade e já fazem uma vítima por dia , Dossiê da bala perdida

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5 comentários

  1. Ah Veridiana, pode ficar tranquila! A troca do turno do batalhão da PM é entre 18 e 19 horas. Nesse período só tem mesmo a Guarda Municipal.
    E na praia também tem Policia Federal e Força Nacional de Segurança… ainda por conta do Para-pan…
    Será que pegaram o “di menor” ?

  2. A violência se espalha assim como a pobreza. É triste ver o país retroagindo! Beijus

    é triste, é assustador, é lamentável, é revoltante …bjs

  3. Oi Veri!

    O duro é a dúvida que a gente fica: é melhor quando a polícia age ou não ? Dá medo, em ambos os casos…

    Eu já fui roubada na Nsa Sra Copacabana…

    beijos querida,

    oi querida, exatamente, a nossa dúvida é realmente essa … durante o Pan não se via nenhum menino de rua, mendigo, agora voltou tudo ao “normal” … bjs

  4. Morei em Copacabana muitos anos e infelizmente parecia uma neurotica: nao usava nada q podia chamar atencao (alias, esse foi um “conselho” que um investigador da policia me deu, quando meu apartamento foi roubado e os bandidos sairam de mochilas nas costas – muita gente do edificio os viu e ninguem quis ajudar a identifica-los!), segurava minha bolsa na frente do corpo como se fosse um filho e olhava p todo o lado! Alem disso, logico q nao andava sozinha depois das 8 da noite! Q vida eh essa? Sei de muitas historias de amigos roubados em plena luz do dia e as pessoas em volta em volta, fazerem nada!!! Uma das coisas q me decepciona eh essa inatividade, parece q tah todo mundo “acostumado”, anestesiado, e jah e normal ser atacado no Rio!!!! Espero q tenham pego o sujeito!

  5. Em São Paulo não é nada diferente.
    O pior é saber que ladrões agem como se fosse um trabalho normal. Vão todos os dias para o mesmo lugar, no mesmo horário, chegam a ser filmados por câmeras de emissoras de tv e a policia tem a possibilidade de pegar em flagrante, mas nada faz.

    Enquanto isto políticos ficam em sua “bolha” discutindo de quem será a bolada da CPFM…

    exatamente, falou tudo, eles tem ponto fixo e ninguém faz nada….

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