eclampsia

Ultrassonografia No Rastreamento Para Pré Eclampsia

A Importância Da Ultrassonografia No Rastreamento Para Pré Eclampsia.

A Ultrassonografia É o Alicerce Fundamental Da Avaliação Fetal.

Infelizmente hoje no Brasil, a primeira causa de morte materna, principalmente nas formas graves como a eclampsia e a síndrome de hellp, são as síndromes hipertensivas e suas complicações mais frequentes durante a gestação. São ainda responsáveis por altas taxas de mortalidade perinatal, prematuridade e restrição de crescimento fetal.

Eventualmente a pré-eclampsia pode instalar-se em uma gestante hipertensa crônica, quadro denominado pré-eclampsia superajuntada e tem etiologia desconhecida.

pré-eclampsia se caracteriza pelo aparecimento de hipertensão, com proteinúria e ou edema e ocorre após a 20ª semana de gestação e é predominantemente patologia da primigesta.

Uma vez diagnosticada a doença, o objetivo do tratamento é a prevenção das complicações materno-fetais como:

  • O Descolamento prematuro da placenta;  
  • Acidente vascular cerebral;
  • Edema agudo de pulmão;
  • Insuficiência renal; e o
  • Agravamento do quadro clínico para pré-eclampsia grave, síndrome hellp e eclampsia;

Para o lado fetal: – o parto prematuro e o desconforto respiratório do recém-nascido.

 RASTREAMENTO PARA PRÉ-ECLÂMPSIA USANDO ULTRASSONOGRAFIA

O uso da ultrassonografia como ferramenta para o rastreamento/predição de PE (Pré-Eclampsia) se baseia no fato de que a placentação inadequada, resulta na transformação incompleta das artérias espiraladas.

Lesões histopatológicas placentárias de vilo e vasculares são quatro a sete vezes mais frequentes em gestações com PE do que naquelas sem PE e estão associadas com a resistência aumentada no fluxo sanguíneo das artérias uterinas, explica o Dr. Alexandre Plaza, médico especialista em diagnóstico por imagem, com atuação exclusiva em Ultrassonografia.

“-A medida da impedância (ou resistência) ao fluxo nas artérias uterinas pelo Doppler, torna quantificável a transformação incompleta das artérias espiraladas.” 

Segundo o Dr Alexandre Plaza, a recomendação para o primeiro trimestre de gravidez é: Doppler de artérias uterinas de 11+0 a 13+6 semanas. Pode ser realizado tanto por via transabdominal como transvaginal, de acordo com preferências e recursos locais.

Para o segundo trimestre, A recomendação é : Doppler de artérias uterinas de 20 a 24 semanas e  pode ser realizado tanto por via transabdominal como transvaginal, de acordo com preferências e recursos locais.   

O Dr. Alexandre alerta: -A deterioração do bem-estar fetal, é uma das indicações para o parto na PE; portanto é necessária vigilância fetal rigorosa até o parto e aA ultrassonografia é o alicerce fundamental da avaliação fetal.  

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