Relação do Alzheimer, Parkinson, gripe, herpes e a beta-secretase (BACE1)

O Alzheimer é uma doença degenerativa , de causa desconhecida que causa a morte gradual dos neurônios, perda de memória, de funções cognitivas, como raciocínio, juízo crítico, orientação, entre outras e atinge 5 % da população brasileira com mais de 65 anos, sendo de 15% a prevalência da doença após os 80 anos e estima-se que 700 mil pessoas sofrem com esse mal.

“No início, a pessoa apresenta pequenos lapsos de memória, alterações de comportamento, desorientação espacial e dificuldades em realizar tarefas corriqueiras, como se alimentar ou se vestir…Nos estágios mais avançados, não reconhece os familiares e nem os amigos. Com o tempo, perde a identidade e tornar-se dependente.”

Pesquisas recentes sugerem que infecções virais como a gripe e herpes, pode ter outros efeitos duradouros, que vão muito além de uma simples dor de garganta e/ou dores no corpo, tais vírus podem deixar células cerebrais vulneráveis ​​à degeneração no futuro, aumentando o risco de desenvolver doenças como Alzheimer e Parkinson. Estes vírus podem entrar no cérebro e desencadear uma resposta imunitária – inflamação – que pode danificar as células do cérebro.

Vírus e outras fontes de inflamação podem ser fatores a iniciarem algumas das doenças neurológicas mais comuns, é improvável que um surto da gripe cause danos significativos, mas ao longo da vida, as lesões de células se acumulam, e junto com estresse ambiental, pode acabar matado as células e acarretando o desenvolvimento de doenças no cérebro. Variações no número de infecções que obtemos pode ser a diferença entre uma pessoa desenvolver a doença de Parkinson aos 65 ou aos 95 anos de idade.

É possível que o enfraquecimento da inflamação que ocorre logo após a infecção viral possa reduzir os danos celulares e o risco de uma doença cerebral posterior. Um estudo realizado em 2011, com 135.000 homens e mulheres concluiu que aqueles que tomaram ibuprofeno tinham 30% menos probabilidade de desenvolver Parkinson ao longo de um período de seis anos em comparação com aqueles que não tomavam a medicação.

Um dos primeiros elementos que provam o link do vírus com tais doenças, coincidem com a pandemia de influenza em 1918, depois desse surto, houve um aumento dramático em casos de uma doença chamada parkinsonismo pós-encefalítico, que tem muitos dos mesmos sintomas que a doença de Parkinson.

Um estudo de 2009 mostrou que camundongos injetados com o vírus da gripe H5N1 desenvolveram infecções nas células em uma região do cérebro conhecida por ser significativamente afetada pela doença de Parkinson.

A pesquisa também mostrou que a infecção com certos vírus de herpes pode aumentar o risco de Alzheimer e muito raramente, encefalite, ou inflamação cerebral provocada por vírus, pode conduzir diretamente a uma forma aguda, mas transitória de Parkinson.

Mas, mais frequentemente, infecções virais no cérebro são “silenciosas”, os impactos que causam não são vistos até que a degeneração cerebral seja substancial, várias semanas após a infecção, as moléculas conhecidas como citocinas inflamatórias atingem um pico de concentração, esta “tempestade de citocinas” talvez seja responsável pelos danos das células cerebrais associadas a infecções virais, mas os pesquisadores ainda não tem certeza.

Se eles pudessem encontrar uma forma de bloquear este pico , poderiam reduzir o risco de certas doenças neurológicas, poderiam também tentar identificar os vírus que causam as tempestades de citocinas, particularmente graves, para melhor compreender quais infecções representam um maior risco para o cérebro.

A idéia de que a inflamação do sistema imunológico pode influenciar o desenvolvimento do Alzheimer e de outras desordens neurológicas é apenas uma hipótese, de muitas que estão sendo investigadas, as pesquisas são necessárias para entender o que pode afetar o sistema imunológico e, se for o caso, desencadear essas doenças cerebrais.

Por outro lado, um novo estudo em animais sugere que uma classe de drogas conhecidas como inibidores BACE1, estão sendo investigados, já que pesquisadores desconfiam que apesar de ter como objetivo tratar o Alzheimer, na verdade pode ter o efeito oposto, em vez de impedir a formação das placas de proteínas no cérebro que são uma característica da doença, podem prejudicar a memória, afetando potencialmente a formação de novas memórias.

Enquanto a o BACE1 não é aprovado nos EUA pela Food and Drug Administration, várias empresas estão trabalhando no seu desenvolvimento, e algumas até mesmo já testaram a nova droga em seres humanos.

As novas descobertas mostram que os pesquisadores devem proceder com cautela, a enzima BACE (Beta Amyloid Cleaving Enzyme) está envolvida na formação de proteínas amilóides beta, que se agregam para formar placas. As drogas são baseados na idéia que o bloqueio da enzima pode retardar a doença, ou ajudar com os sintomas.

No entanto, o BACE1 tem uma outra função no cérebro, guiando o crescimento dos axónios – “parte do neurônio responsável pela condução dos impulsos elétricos que partem do corpo celular, até outro local mais distante”. De certa forma, a BACE1 é como um eletricista, ajudando a conectar o cérebro.

O resultado negativo obtido com os ratos, não determinou se o mesmo pode acontecer com as pessoas, mesmo assim, o BACE1 ainda pode ter uma utilização contra a doença de Alzheimer,  sendo útil numa dose específica que irá reduzir as placas amilóides, mas não suficientemente elevada para interferir com a “fiação cerebral”. Compreender a função normal do BACE1 pode ajudar a evitar potenciais efeitos colaterais da droga.

De qualquer forma o diagnóstico precoce do Alzheimer e o tratamento adequado podem garantir uma melhor qualidade de vida, por isso a importância de ser detectado no início, o paciente terá mais tempo para manter suas funções cognitivas preservadas.

Avaliações neuropsicológicas, fonoaudiológicas e exames de neuroimagem podem ajudar a detectar a doença.

O tratamento no momento serve apenas para a melhoria dos sintomas, já que não há tratamento capaz de impedir ou curar a doença, porém as técnicas de reabilitação são utilizadas nas fases iniciais e intermediárias e na fase avançada da doença, o tratamento é voltado a comorbidades – ocorrência conjunta de dois ou mais transtornos resultantes da doença.

CURIOSIDADES:

O vídeo abaixo, conta o caso do Sr. Hênri Drêier, que sofre com o Alzheimer e melhorou após começar um tratamento com música.

Tem um teste japonês na internet que ajuda a exercitar o cérebro:
1. Clique aqui
2. Quando abrir a página, tecle ‘start’
3. Aguarde pelo 3, 2, 1.
4. Memorize a posição dos números e clique nos círculos, sempre do menor para omaior número, começando pelo ZERO, se ele estiver presente.

No final o computador vai informar “a idade do seu cérebro”.

Via: aqui, aqui e aqui.

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