Amamentação prolongada, eu fiz e você?

Amamentei o Adriano até 1 ano e 8 meses, desde que ele começou a ser introduzido aos alimentos sólidos com 6 meses, sempre comeu muito bem, mas mesmo assim, sempre gostou do leite e ao contrário do que muitos dizem que as crianças maiores ficam apenas sugando ou fazendo manha no seio, ele realmente mamava.

Tem pediatras que recomendam diminuir a amamentação do bebê para que ele possa ingerir mais alimentos do que o próprio leite materno, estipular horários para a amamentação ou utilizar apenas para acalentar/acalmar, cortando até mesmo a mamada da madrugada. A minha nunca falou nada disso, muito pelo contrário incentivava a amamentação, assim como o Ministério da Saúde que recomenda amamentar até os 2 anos de idade.

Apesar de a partir dos 6 meses ter a necessidade de complementar com comidas/frutas, não deixa de ser extremamente importante para a mãe, ajuda a manter o vínculo com o bebê e por saber que o leite materno continuava tendo nutrientes, mas logicamente não poderia ser a principal fonte de alimentação do Adriano, muito menos  deveria substituir as refeições, e entre o meu leite e o industrializado eu optei em continuar amamentando. E não tenho vergonha em afirmar que o vínculo afetivo foi o principal motivo da amamentação prolongada, amava a troca de olhares a cada mamada.

Em 2014 o Ministério da Saúde lançou a Campanha Nacional de Amamentação como tema “Amamentação. Um ganho para a vida toda”,  com o objetivo de incentivar a amamentação de crianças até os 2 anos, já que o leite materno é capaz de reduzir em 13% as mortes por causas evitáveis em crianças menores de 5 anos.

O leite materno contém componentes e mecanismos capazes de proteger a criança de várias doenças, é um simbiótico, uma fonte natural de lactobacilos, bífidobactérias e oligossacarídios e nenhum outro alimento oferece as características amamentacaoimunológicas do leite humano. A mãe fornece ao filho componentes protetores, através da placenta e do seu leite, enquanto o sistema de defesa do bebê amadurece.

Além de fortalecer os laços afetivos possibilita uma recuperação mais rápida da mãe no pós-parto, pois acelera o retorno do útero ao tamanho original, auxilia na redução de peso e na prevenção dos cânceres de mama e colo do útero.

O Ministério da Saúde (MS) recomenda que, até os seis meses de vida, o bebê seja alimentado exclusivamente com leite materno para ter um crescimento forte e um desenvolvimento saudável, o aleitamento materno exclusivo transfere à criança, além dos nutrientes, substâncias e células, esses anticorpos as protegem de infecções.

Então se você não tiver problemas para amamentar, afinal temos que respeitar que muitas mães tem problema, não deixe de dar o leite materno.

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