Curso Pré-Natal: Anestesiologia

Faz tempo que estou para escrever mais a respeito da gravidez, mas são tantas coisas a fazer, trabalhos que estou adiantando, entre outros, que acabei me atrasando com os posts sobre o parto.

A terceira aula do curso pré-natal foi sobre o parto e as anestesias. Muitas vezes as pessoas nem dão tanta importância ao anestesista, mas deveriam,  já que eles estão lá para para aliviar o stress e a dor do trabalho de parto que a mãe sofre.

O médico anestesiologista passa 6  anos fazendo medicina e mais fazendo  3 de especialização em anestesiologia ,  no total são 9 anos de estudos.

Na hora do parto, alguns procedimentos que são seguidos, alguns cuidados que são tomados com as futuras mamães. Segunda a anestesiologista do curso, recomenda-se sempre que a paciente não estiver anestesiada, ou seja, enquanto estiver esperando o obstetra, ficar deitada na lateral esquerda, pois essa posição é melhor para que o sangue chegue pela placenta, para não cair a pressão da mãe e para que a pressão arterial fique mais estável.

  • cateter de oxigênio nasal – um ventinho colocado bem suavemente perto da narina, ou seja, visa a administrar concentrações baixas a moderadas de O2.
  • pressão arterial não evasiva – aparelho de pressão que é colocado no braço da mãe, programado para a cada 3 ou 4 minutos medir a pressão e em caso de qualquer alteração, o anestesista fica ciente e imediatamente reverte a mesma.
  • oxímetro – aparelho colocado no dedo para medir de forma precisa o valor da saturação de oxigênio (SpO2), a freqüência do dedo, e a taxa de perfusão do sangue.
  • hidratação – toda paciente que será submetida a anestesia primeiramente é pega-se uma veia, geralmente do membro superior esquerdo (se for destra), para depois receber a anestesia.
  • aparelho para fazer o eletrocardiograma.

Tipos de Anestesia:

  1. Geral: utilizada somente em casos extremos, como por exemplo
    quando não é possível fazer a punção, ou seja, fazer a picadinha com a agulha nas costas da paciente por um problema qualquer. Tudo é feito através de soro + medicamento, a mãe dorme e só acorda quando acaba a cesaria.
  2. Bloqueio do Pudendo – anestesia local no períneo quando praticamente metade da cabeça do bebênjá está saindo e a mãe nem tem tempo de ficar de lado para tomar a anestesia.
  3. Raquiana:> Cesariana: a paciente fica sentada na mesa de cirurgia, cruza as pernas, as mantêm entrelaçadas igual a posição de yoga, a barriga fica mais confortavel, relaxa o ombro, faz uma concurdinnha nas costas, e a punção é feita pelo anestesiologista, utilizando uma  agulha super fina, mais fina do que a agulha de tomar injeção. A paciente sente uma picadinha e só depois na hora necessária, é aplicado o anestésico, cujo efeito leva de 2 a 3 minutos. Primeiro a paciente sente as nádegas esquentarem, depois o formigamento do períneo, das pernas, barriga, até próximo da mama, ou seja, da mama para baixo fica adormecido, a perna ficando pesada.
    O efeito passa em duas horas, na cesariana, o bebê leva 10 minutos para nascer, mais ou menos 1 hora para fechar a cesarea, sendo assim, quando a mãe estiver indo para o quarto a anestesia já estará quase
    passando, assim logo ela poderá mexer a perna, colocar travesseiro, levantar a cabeceira da cama e depois de algumas horas caminhar.

    > Normal: depende da dilatação, pois o efeito passa em duas horas, então pode ser que só seja utilizada a raqui anestesia ou anestesia combinada.

    efeitos colaterais: cefaléia (dor de cabeça) que tem uma incidência baixa, entre 2% a 3%, dor essa que aparece independente do repouso.
    Caso a paciente venha a sentir a dor, ela irá aparecer 24-48hs apõs o parto, e o anestesiologista irá administrar medicamento via oral, soro para hidratar e em 24 horas a paciente será reavaliada. A maioria se recupera, pouquíssimas continuam com a dor que pode persistir ou
    aumentar, nesses casos, é feita a peridural terapêutica, onde é colhido o sangue da paciente e inserido nela, um pouco acima do local onde havia sido feita a punção durante o parto.

  4. Peridural – a posição que a paciente fica no momento de receber a anestesia é a mesma da raquiana, pode ser sentada e quanto mais relaxar o ombro, melhor para inserir a agulha. A paciente também pode estar deitada do lado esquerdo. A agulha da peridural é grossa e a anestesia é aplicada na pele. Quando o anestésico for inserido a paciente vai sentir um líquido percorrer as costas. Não sentirá as nádegas esquentando, nem as pernas adormecerem de imediato, já que a peridural tem um período de latência de 10 a 15 minutos. Durante o parto, a paciente sente peridural sente pegar, por a mão, mas não sente dor nenhuma.
    > vantagens: no parto normal o cateter fica nas costas, na ponta tem um adaptador com seringa, fez uma dose o bebê demora para nascer, é só inserir a seringa no cateter e fazer outra dose. não da dor de cabeça, a pressão arterial tem uma queda maior as vezes com a raqui. Como a peridural demora mais tempo para fazer efeito, o corpo vai se adaptando então a pressão fica mais estável. A paciente permanece acordada o tempo todo.
    > desvantagem: demora um pouco mais para fazer o efeito, porque tem que anestesiar a pele, se o parto for urgente tem que ser a raqui. O relaxamento do abdomem, demora mais do que com a raqui, a dose de anestésico é maior e demora 6 horas para passar o efeito. Pacientes com problema de coagulação não usa a peridural, preferência a raqui anestesia.
    Em ambos os casos, tanto da raqui como da peridural, a paciente fica em repouso relativo após o parto, no interoperatorio a paciente fica sem dor, no pós-operatório, as pacientes que fizeram uma cesariana usam uma sonda de urina (durante 6 horas), morfina, e só se levanta quando a sonda é retirada. No parto normal não é necessária a sonda.
    Alguns dos efeitos adversos da morfina em algumas pacientes ocorrem coceiras no nariz, tórax, outras vezes um pouco de náusea e vômito, a bexiga fica preguiçosa, ocorrendo retenção urinária.
  5. Combinada (Raqui + Peridural): geralmente usada no inicio do trabalho de parto quando a paciente está com pouca dilatação (3cm), ou pacientes com cardiopatia grave. Cada paciente é uma paciente, tem paciente que com apenas 3cm de dilatação ja fica desesperada, então essa pode vir a receber a anestesia combinada.

Além das medicações que o obstetra vai prescrever, o anestesista pode indicar opioides, a morfina começa a funcionar cerca de 2 horas depois de aplicada, o efeito pode durar de 8 a 18 horas, depende da sensibilidade de cada paciente, algumas tem dor suave e um analgésico simples funciona.

Aos 30&Alguns, aprendi no curso, vamos ver na hora H como vai ser, é aplicada em 99,99% dos casos de obstetrícia a anestesia raqui ou peridural que serão escolhidas após o anestesista ter cnversado com o obstetra e com a paciente.

É muito importante que a anestesia dê segurança para paciente e vale a pena ressaltar que a anestesia não afeta o bebê, já que o anestésico não passa para o bebe, a placenta é a barreira que segura.

Em relação a tranquilizantes, fui informado que não é recomendado, pois esse pode passar para o bebê, que acabará nscendo mais molinho, irá demorar para chorar e em alguns casos o pediatra acaba tendo que passar uma medicação.

OBS: seria interessante que mães dessem suas opiniões sobre como foi na hora do seu parto 🙂

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2 thoughts on “Curso Pré-Natal: Anestesiologia

  1. Pingback: Veridiana Serpa
  2. Muito interessante esse post! Nós que ainda não somos mães, ficamos ansiosas sem saber bem como é o parto, e dá um medinho!! Então quanto mais info melhor!!!!
    Obrigada por dividir estas informações! Bjão

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