Gravidez tardia e o congelamento de óvulos

A mulher nasce com um número finito de óvulos, em torno de 300.000 e não produz nenhum mais após o nascimento, assim naturalmente a qualidade dos óvulos vai caindo e esgotando com a idade. A partir dos 35 anos, existe a diminuição acentuada dos óvulos tornando a gravidez mais difícil aos 40 anos.

A máxima imutável da medicina reprodutiva é quanto mais nova a mulher, mais fértil ela é.

Aos 40 anos, a reserva de óvulos diminui significativamente restando apenas 5% da quantidade de óvulos de quando nasceu e a qualidade também é afetada, ficando mais velhos, ocorre uma maior propensão a desenvolver problemas.

Os riscos de anomalias genéticas como as síndromes de Down, de Edwards e de Patau aumentam, em uma mulher aos 20 anos, esse risco é de 0,5%, na de 35 anos é de 2%, na de 40 anos é de 5% e de 10% na de 44 anos de idade.

O risco de aborto também aumenta, alcançando até 25% das gestações em mulheres com idade avançada, assim como a taxa de bebês nascidos prematuramente chega a 15% devido a complicações como o diabete e a hipertensão.

Uma mulher com 40 anos tem 50% de chance de engravidar dentro de um ano, com 43 anos a chance é de 1% e depois dos 45 anos, fica quase impossível engravidar a partir dos seus próprios óvulos.

A partir dos 40 anos, a gravidez é mais propensa a vir acompanhada de doenças pré-existentes, como obesidade, hipertensão arterial, doenças da tireóide, diabetes, além do aumento do risco de ter diabetes gestacional, pré-eclâmpsia, parto prematuro, macrossomia, anomalias placentárias, gestação múltipla, natimortalidade e crescimento intra-uterino restrito.

Para aquelas que acabam encontrando dificuldades para engravidar naturalmente após os 35 anos uma opção é o congelamento de óvulos evitando que a qualidade e quantidade dos óvulos não sejam suficientes, dificultando a gravidez natural.

O método de congelamento mais eficaz é a vitrificação, que substituiu o congelamento lento, melhorando consideravelmente os resultados e a rapidez do processo, com essa tecnologia a chance de o óvulo sobreviver ao congelamento é de 95%.

Quanto mais nova a mulher for ao fazer congelar os óvulos maiores são as chances de engravidar quando decidir utilizá-los.

O congelamento também é indicado para os casos de mulheres com histórico de menopausa precoce na família, já que o esgotamento de sua reserva ovariana pode ser mais rápido, e em casos de futuro tratamento de câncer, que se constitui em fator de risco para infertilidade por conta da quimioterapia e radioterapia.

Os ovários são estimulados com indutores de ovulação, para gerar o crescimento dos folículos ovulatórios e os óvulos são colhidos no momento adequado, com a paciente sedada. Após coletados, o congelamento rápido da célula é feito com nitrogênio líquido, à temperatura de cerca de -196°C.

Quando a mulher decide que chegou a hora de utilizar o óvulo para ter filhos, a célula passa pelo processo de desvitrificação – ou descongelamento. Os óvulos são fertilizados em laboratório e os embriões formados são introduzidos no útero.

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