Indústria recolhe lote de leite achocolatado após morte de criança

Lote de leite achocolatado é recolhido em Mato Grosso

  • Indústria recolhe lote de leite achocolatado após morte de criança de dois anos de idade
  • Rastreabilidade de alimentos seguindo padrões GS1 garante a segurança do consumidor

Na última quinta-feira, 25 de agosto, uma criança de dois anos de idade morreu em Cuiabá (MT) e a suspeita da causa é a ingestão de um leite achocolatado. O caso está sendo investigado pela Delegacia Especializada de Defesa da Criança e do Adolescente (Deddica). Ainda não há confirmação da causa do óbito e também se o alimento está ou não contaminado. Por solicitação da Coordenadoria Estadual de Vigilância Sanitária do Mato Grosso, houve a interdição cautelar do lote completo de todos os achocolatados da marca Itambezinho que tenham sido fabricados em 25 de maio deste ano, com validade até 21 de novembro de 2016. Não há previsão de recolhimento do produto em outros estados, de acordo com a fabricante.

Caso seja confirmada a causa da morte da criança por contaminação do produto, a localização do lote em questão e sua imediata interdição ao consumidor podem ser facilitadas caso o fabricante tenha adotado o Padrão Global de Rastreabilidade GS1. Trata-se de um padrão empresarial desenvolvido no Processo de Gerenciamento de Padrões Globais GS1 (GSMP), uma comunidade de mais de 800 empresas da Ásia, Europa e Américas que representa varejistas, fornecedores, indústrias, organizações membros da GS1 e provedores de soluções de todos os setores da economia.

A rastreabilidade representa a capacidade de recuperação do histórico, da aplicação ou da localização de itens. Além de permitirem o acompanhamento de mercadorias, os processos aliados à tecnologia melhoram a eficiência do recall, uma vez que permitem a troca e o gerenciamento de informações entre todos os elos envolvidos da cadeia de suprimentos até que o produto chegue ao consumidor.

Padronização – A Associação Brasileira de Automação-GS1 Brasil, organização sem fins lucrativos que representa nacionalmente a GS1 Global, tem desenvolvido e aperfeiçoado padrões e soluções para a cadeia de suprimentos durante os últimos 32 anos. Com base nessas três décadas de experiência, a entidade criou o Padrão Global de Rastreabilidade (GTS, na sigla em inglês para Global Traceability Standard) e pretende torná-lo a referência reconhecida por empresas que exigem algum tipo de rastreabilidade.

O GTS permite a adoção da rastreabilidade em uma escala global, tanto para pequenas como para grandes organizações, por toda a cadeia de suprimentos, indiferentemente da quantidade de empresas envolvidas e das tecnologias disponíveis escolhidas (código de barras ou radiofrequência, por exemplo).

O Padrão Global de Rastreabilidade GS1 é complementar a outras normas internacionais como as da ISO, Global Food Safety Initiative (GFSI), do CIES, Global Food Standard, do British Retail Consortium, Food Marketing Institute, do Global Gap ou demais certificações para alimentos orgânicos. A GS1 auxilia empresas e organizações a atenderem a exigências desse tipo de requisito ao prover a base para a criação de um sistema de gestão mais integrado. O objetivo é maximizar a eficácia do gerenciamento de processos produtivos e logísticos.

“A rastreabilidade possibilita às empresas acompanharem a trajetória e a exata localização de seus produtos desde que saem da produção até sua chegada ao varejo, a qualquer momento”, destaca o presidente da Associação Brasileira de Automação-GS1 Brasil, João Carlos de Oliveira.

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